sexta-feira, 25 de setembro de 2009

GOIERN transfere Sede para Mossoró/RN



O Grão-Mestre do Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte – GOIERN, ANTÔNIO DE BRITO DANTAS, transferiu simbolicamente a Sede do GOIERN, no dia 30 de setembro de 2009, para o Templo da Augusta, Respeitável e Grande Benfeitora Loja Simbólica “24 de Junho”, Oriente de Mossoró (RN), onde serão realizadas as comemorações alusivas ao 126º aniversário da Libertação dos Escravos, naquele Município.

Para melhor compreender a data, veja texto do Contador de histórias FERNANDO KITZINGER DANNEMANN



1883 - LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS EM MOSSORÓ (RN)



O sentimento abolicionista no Brasil começou a ganhar corpo em 1825, quando José Bonifácio de Andrade e Silva, em representação enviada à Assembléia Constituinte e Legislativa do Império, criticou o sistema escravista então vigorante. Depois dele, a pressão política imposta pelos ingleses provocou a edição de algumas leis visando o fim da escravatura, como aconteceu em 1831, com a que declarava livre todos os negros cativos vindos de fora do império; em 1850, com a proibição do tráfico negreiro decretado pela lei Eusébio de Queirós; e em 1871, com a lei do Ventre Livre. Um ano antes, em 1870, esse debate voltava ao Parlamento através do deputado Jerônimo Sodré, e a partir daí o movimento ganhou força graças às publicações antiescravistas e aos clubes e entidades criadas com a mesma finalidade. A maioria da população engajou-se nessa campanha, e em 1884 a província do Ceará decretou o fim da escravatura em seu território. Antes dela, porém, a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, já havia adotado a mesma medida, cabendo a ela, portanto, o pioneirismo na libertação dos negros cativos.

Mossoró nunca fora uma cidade com grande número de escravos. Em 1862, segundo os registros, possuía 153 deles, para uma população de 2.493 indivíduos. No ano de 1877, época em que uma seca terrível assolou os sertões nordestinos, os habitantes da região passaram a desenvolver em maior amplitude o sentimento de piedade para com os negros mal tratados, e foi em decorrência dessa tomada de posição que anos depois, início de 1883, durante homenagem que a Loja Maçônica 24 de junho prestava ao casal Romualdo Lopes Galvão, líder político e empresarial da cidade, o presidente da mesma sociedade, Frederico Antônio de Carvalho, sugeriu a criação de uma organização que tivesse como finalidade maior a liberação dos cativos.

Foi assim que nasceu em 6 de janeiro de 1883 a “Sociedade Libertadora Mossoroense”. Entregue inicialmente à presidência provisória de Romualdo Lopes Galvão, a entidade logo recebeu a adesão dos homens e mulheres mais importantes da sociedade local, e pouco depois constituiu sua diretoria definitiva, composta por Joaquim Bezerra da Costa Mendes, presidente, Romualdo Lopes Galvão, vice-presidente, Frederico Antônio de Carvalho, primeiro-secretário, e dr. Paulo Leitão Loureiro de Albuquerque, orador. O estatuto da sociedade era breve e definitivo, já que seu único artigo, sem parágrafos, determinava taxativamente que “todos os meios são lícitos a fim de que Mossoró liberte os seus escravos”. Nessa ocasião existiam na cidade apenas 86 escravos, dos quais cerca de 40 foram alforriados poucos meses depois, no dia 10 de junho.

Em outra decisão, a sociedade determinou que todos os escravos existentes em Mossoró deveriam ser libertados ate 30 de setembro de 1883, e na véspera dessa data encaminhou à Câmara Municipal de Mossoró um ofício com esses dizeres:

‘Ilustríssimos Senhores Presidente e Vereadores da Câmara Municipal: A Sociedade Libertadora Mossoroense, por seu Presidente abaixo-assinado, tem a honra de participar a V, Excia. que amanhã, 30 de setembro, terá lugar a proclamação solene da Liberdade em Mossoró. E, pois, cumpre-me o grato dever de convidar V.S. e seus respectivos colegas, representantes do município, para que se dignem de tomar parte nessa festa patriótica que marcará o dia mais augusto da cidade e do município de Mossoró. A emancipação mossoroense é obra exclusiva dos filhos do povo; a esmola oficial não entrou cá. Sua Majestade, o Imperador, quando lhe comunicamos a próxima libertação do nosso território, foi servido de enviar a dizer-nos pelo senhor Lafayette, Presidente do Conselho de Ministros, que nos agradecia. A libertação está feita e ninguém apagará da história a notícia do nosso nome. Os mossoroenses são dignos de serem olhados com admiração e respeito, hoje e daqui a muito tempo, por cima dos séculos. A Sociedade Libertadora Mossoerense se congratula com V. Excia. por tão faustoso acontecimento. Deus guarde a V.S., ilustríssimo senhor Romualdo Lopes Galvão, digno presidente da Câmara Municipal desta cidade de Mossoró. O presidente, Joaquim Bezerra da Costa Mendes.
.
Os registros sobre esse episódio relatam que “Foi um dia festivo aquele 30 de setembro. A cidade amanheceu com as ruas todas engalanadas de folhas de carnaubeiras e bandeiras de papel coloridas. A alegria contagiava todos os ares. Ao meio-dia, a Sociedade Libertadora Mossoerense se reunia no 1º andar do prédio da cadeia pública, onde funcionava a Câmara Municipal. O presidente da sociedade, Joaquim Bezerra da Costa Mendes. Abre a solene e memorável sessão, lendo em seguida diversas cartas de alforria dos últimos escravos de Mossoró, e depois de emocionado discurso, declara “livre o município de Mossoró da mancha negra da escravidão”.

Encerrada a sessão, as comemorações festivas tomaram conta da cidade, prolongando-se pelo restante do dia. Na ocasião, também foi criado o “Clube dos Spartacos”, composto na sua maioria por escravos libertados, entidade cuja destinação principal era a de amparar e abrigar os companheiros de sofrimento que conseguindo fugir de seus donos, procurassem aquela região para iniciar uma nova vida. Tudo isso aconteceu cerca de cinco anos antes que a princesa Isabel assinasse a famosa “Lei Áurea”, acabando com a escravidão em todo o território nacional.

A partir do ano de 1833 o 30 de setembro passou a ser a grande data cívica da cidade de Mossoró. Especialmente depois de 13 de setembro de 1913, quando a lei nº 30 decretou que ela passaria a ser feriado municipal.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

GOIERN celebra Tratado de Amizade com Real Arco




O Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte - GOIERN e os Altos Graus do Rito de York no Brasil através do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil (SGCMRAB), celebram Tratado de Amizade, Aliança & Mútuo Reconhecimento visando o aperfeiçoando, relações de amizade e estabelecendo propósitos de cooperação intercâmbio e divulgação.



Veja abaixo um resumo do Tratado:

O Tratado não afeta a Soberania nem a Independência dos Corpos signatários em suas jurisdições, mantendo todas as partes absoluta autonomia administrativa e doutrinária, e continuando a reger-se por leis e regulamentos próprios. As Partes Signatárias declaram Amizade, Aliança e Mútuo Reconhecimento entre si.


O Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte - GOIERN, reconhece os Altos Graus do Rito de York no Brasil como Altos Corpos Maçônicos regulares, legítimos e soberanos representantes dos Graus Filosóficos do Rito de York com autoridade para sua criação implantação, administração e funcionamento.


Os Altos Graus do Rito de York no Brasil, reconhecem o Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte - GOIERN como Potência Maçônica soberana, regular, legal e legítima, responsável pela administração das Lojas e Graus Simbólicos sob sua autoridade e jurisdição e que trabalhem em qualquer dos Ritos Maçônicos que essa Potência Maçônica reconheça, ratificando a tradição estabelecida em 2001 pelo Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, o primeiro Corpo Maçônico brasileiro a declarar estatutariamente a aceitação das três Obediências regulares, a saber: Grande Oriente do Brasil (GOB) Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e Grandes Orientes Estaduais (COMAB).


Cada um dos signatários do presente Tratado reger-se-á pelas leis que adotam e são inteiramente autônomos e independentes nas suas administrações em sua jurisdição, sem qualquer interferência de um na economia privada do outro, mantidos intocados os direitos e deveres vigentes em cada Obediência, Loja ou Maçom.


Comprometem-se os signatários ao intercâmbio cultural e à divulgação da doutrina e práticas ritualísticas que adotam, promovendo atividades com o propósito de melhorar o conhecimento da Maçonaria no plano universal e elevar seu nível no meio nacional.


O Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte - GOIERN passa a permitir que as Lojas Simbólicas sob sua jurisdição autorizem o uso dos seus Templos e Instalações pelas Grandes Corporações Filosóficas do Rito York, respeitadas suas respectivas autonomias e conveniências.


As Grandes Corporações Filosóficas do Rito York passam a recepcionar os Mestres Maçons das Lojas Simbólicas e de todos os Ritos Maçônicos, reconhecidos e trabalhados no Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte - GOIERN para, através dos procedimentos ritualísticos e litúrgicos próprios, torná-los membros dessas corporações, desde que, previamente, comprovem regularidade e freqüência maçônicas, determinadas por Lei, estando estes em pleno gozo de seus Direitos Maçônicos.



As partes constantes neste Tratado são soberanas, dentro de suas próprias leis, para processar e aplicar sanções a qualquer Maçom da sua obediência ou corporação, devendo a penalidade ser comunicada imediatamente ao outro signatário, para conhecimento e devidos efeitos.


O presente Tratado, com prazo de vigência indeterminado, devidamente ratificado pelos respectivos Corpos diretivos das Partes Signatárias, cujos membros - que proclamam propósitos de praticar os princípios de Paz, Bem-estar e Progresso dos homens e dos povos, conforme estatuído nos princípios e doutrinas maçônicas - também firmam este documento, que entra em vigor na presente data.

Secretaria de Administração lembra Planejamento



O Grande Secretário de Administração do GOIERN, Severino Nogueira de Melo, comunica aos Veneráveis Mestres que, de conformidade com o artigo 30, Inciso XIV – letra “c”, da Constituição do GOIERN, as Lojas deverão enviar, até o dia 30 de setembro próximo, impreterivelmente, à Grande Secretaria de Educação e Cultura, a programação das suas atividades sócio-culturais, cívicas e recreativas, para o ano maçônico que terá início em 21 de março próximo, a fim de que a Grande Secretaria de Administração possa elaborar o Calendário de Atividades do GOIERN concernente ao ano de 2010, o qual deverá ser entregue às Lojas da Obediência por ocasião da Reunião do Conselho de Veneráveis, dia 29 de novembro.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hoje tem palestra sobre o Rito de York em Jardim do Seridó



O Grande Secretário de Comunicação e Informática do GOIERN, Roberto Florêncio, fará palestra na Loja União Jardinense, Oriente de Jardim do Seridó, hoje às 20h, sobre o Rito de York.

A palestra é destinada aos Mestres Maçons dos Orientes de Parelhas, Jardim do Seridó, Acari e Caicó.

O Rito de York nos Graus Simbólicos começou a ser praticado pioneiramente no Estado do Rio Grande do Norte na Loja 7 de Junho, em Natal.

É hoje praticado na Loja Cavaleiros de York, da GLERN, e na Bethel, Mossoró, do GOIERN.

A Loja Padre Soveral, de Canguaretama, está em processo de mudança do Rito Escocês Antigo e Aceito para o Rito de York.

Nos Graus Filosóficos conta com três Capítulos do Real Arco: o Irmão Luiz Antonio em Natal, o Cavaleiros da Liberdade em Mossoró e o Cavaleiros do Seridó recentemente fundado em Acari.

Conselho Geral do GOIERN se reunirá em Macau

O Conselho Geral do Grande Oriente Independente do Rio Grande do Norte - GOIERN vai realizar a sua 10ª Reunião Ordinária no dia 3 de outubro.

Encontro começa às 10h30, nas dependências da Loja Maçônica 27 de Dezembro, em Macau, sob a presidência do Grão-Mestre Antônio de Brito Dantas.

A pauta da 10ª Reunião do Ilustre Conselho Geral prevê a presentação da Prestação de contas do GOIERN referente aos meses de julho e agosto de 2009, e a apresentação da Proposta Orçamentária para o exercício de 2010.

Prancha circular informando a data e a pauta da reunião fei enviada às Lojas do GOIERN pela Grande Secretaria de Administração.

domingo, 20 de setembro de 2009

A lenda e o Rito de York

Ir:. Ambrósio Peters*

O Rito de York é tido tradicionalmente com um rito praticado desde os tempos do Rei Athelstan. Isto ainda não pôde ser comprovado historicamente, embora o confirme a multissecular tradição maçônica. O Livro das Constituições, de 1723, nos dá um forte sinal disto.

No Post Script daquele documento está descrito, de maneira informal, um completo ritual de instalação de uma nova loja. Notemos, num dos parágrafos finais, esta pergunta do grão-mestre ao novo mestre da loja:
"Tu te submetes a estas obrigações como os mestres o vêm fazendo através das eras? E, após receber sua cordial submissão, o grão-mestre através de significativos rituais de acordo com os costumes antigos o empossará..." Logo a seguir, no mesmo parágrafo, o grão-mestre fala em revestir os candidatos empossados com os instrumentos de ofício (1).

Não pode haver demonstração mais clara de que as lojas, mesmo as já transformadas em especulativas ou modernas, continuavam a praticar os rituais das antigas guildas da Maçonaria Operativa. O cuidado em nada revelar nem escrever está evidente no texto do Post Script. Quando este ritual foi assim sumariamente referido as primeiras lojas especulativas ainda não tinham 100 anos. Portanto quando fala de "antigos costumes" está sem nenhuma dúvida falando da Maçonaria Operativa.

Como saber se o rito sugerido no Post Script era o Rito de York, se nada sobre rituais se escrevia nem se imprimia? Sabemos que todos deviam decorá-los (2) e que essa era a primeira das tarefas dos novos irmãos aprendizes. Mas há circunstâncias que nos autorizam a afirmar, com grande margem de segurança, que o ritual dos maçons operativos continuou a ser o ritual das lojas especulativas. A primeira delas é a insistente referência aos antigos costumes sempre que se trata de procedimentos ritualísticos; em segundo lugar modificar esses seculares antigos costumes e pretender substitui-los por procedimentos ritualísticos diferentes sem nada poder escrever seria uma tarefa extremamente difícil, quando não impossível. Pelo mesmo motivo seria impraticável criar novos rituais.

Na união dos maçons "antigos" e "modernos" em 1813 foi oficialmente aprovado o ritual dos antigos como ritual oficial da Grande Loja Unida da Inglaterra e naquele momento recebeu o nome de Rito de Emulação. Além disso se manteve a tradição de nada escrever, e em razão disso não se sabe ao certo o que foi aprovado.

Que outros Rituais haveria além desse, por ocasião da fundação da Grande Loja de Londres, em 1717? Podemos afirmar com segurança que nenhum outro, pois todos os outros ritos hoje conhecidos nasceriam muito depois, provavelmente na época em que as lojas se afastaram das tavernas e cervejarias para terem seus próprios templos, o que aconteceu na segunda metade do século XVIII. Somente em 1969 foi oficialmente impresso pela primeira vez o Rito de Emulação com autorização oficial da Grande Loja Unida da Inglaterra, embora se saiba que nesse ano já havia diversas impressões não oficiais.

Passemos à Lenda de York. De princípio ousamos afirmar que, diante das tantas evidências históricas que confirmam a veracidade do seu conteúdo, deveríamos chamá-la de Tradição de York.
Basicamente nos diz a tradição que houve no ano de 926, na cidade de York, sob o reinado de Athelstan, um Grande Congresso de Maçons, convocado e presidido pelo Príncipe Edwin, sob autorização oficial do rei, e que nessa Assembléia teria sido dado à Maçonaria o seu primeiro Regulamento Geral.

O Manuscrito Régio, de 1389, fala apenas de Athelstan, de uma Grande Assembléia de Maçons e de um Regulamento Geral, e numa suposta referência ao território da Nortúmbria, cuja capital era York.
O Manuscrito de Coke, do início do século XV, o mais antigo a falar da lenda depois do Manuscrito Régio, cita pela primeira vez um filho mais moço de Athelstan a intervir na história da Grande Assembléia, mas sem lhe declinar o nome.

O manuscrito G.L.-I, provavelmente de 1583, introduz pela primeira vez o nome do Príncipe Edwin como filho do Rei Athelstan, dizendo que ele amava a Maçonaria mais do que seu pai. Acrescenta ainda que Edwin foi aceito maçom em Windsor (3) e que recebeu do pai a incumbência de convocar uma assembléia todos os anos. (4) Fala em seguida que o príncipe realizou uma Grande Assembléia em York.

Parece que aqui a Lenda de York passou definitivamente da tradição oral para a tradição escrita da Maçonaria Especulativa.

Isto condiz perfeitamente com as antigas crônicas que dizem que o Rei Athelstan estava continuamente envolvido em reuniões com os nobres de sua corte e daqueles dos reinos submetidos, como também em grandes assembléias que reuniam seus administradores e súditos (5). Convocar e dirigir as assembléias dos numerosos maçons operativos, associados em guildas nas quais havia problemas seria, sem dúvida, uma tarefa difícil para um rei permanentemente ocupado com a organização do seu reino e com suas guerras. Nomear um representante para essas assembléias seria uma providência indispensável.

Há um outro manuscrito conhecido em alguns meios como a Constituição de York, e a respeito dele nos diz Anatoli Oliynik (6) que em 1807 o documento foi traduzido do latim para o inglês, e em 1808 do latim para o alemão pelo Irmão J.A. Schneider, de Altenburg. Esta última tradução foi publicada pelo editor Ir. Krause. Este primeiro editor por vezes dá seu nome ao documento, que por isso é também conhecido como o Manuscrito de Krause. É importante observar que a publicação desse manuscrito está muito próxima à Constituição da Grande Loja Unida da Inglaterra em 1813.

Devemos concluir, a partir disso, que esse último manuscrito foi redigido em latim. Isto situaria o original num momento histórico anterior a 1352, ano da oficialização do inglês medieval como idioma oficial da Inglaterra.

Parece-nos que, em se tratando de um documento para conhecimento geral das guildas dos maçons, ele deveria estar presumivelmente em inglês medieval se o original fosse posterior a 1352, mas não necessariamente, porque o latim continuava a ser o idioma das pessoas cultas. Restar-nos-ia que, estando em latim, ele poderia ser tanto da época dos anglo-saxões, como da época dos normandos, ou contemporâneo do Manuscrito Régio, isto é, do século XIV.

Pensamos assim ter ficado evidente que o Rei Athelstan e o Príncipe Edwin são figuras historicamente conhecidas, que York foi anexada por Athelstan em 927, que o Príncipe Edwin foi condenado ao afogamento em 933, que havia muitas guildas de maçons no reino de Athelstan. Resta então, como assunto importante a tratar, a Grande Assembléia.

*Escritor, Historiador Filosofo e Livre Pensador. 
Membro da A:.R:.L:.S:. Os Templários - GOB, Or:.de Curitiba-PR.
Artigo extraído do Livro Maçonaria História e Filosofia

(1) Constituições de Anderson. GOB. pg 72
(2) Esse é ainda um dos costumes em muitas Grandes Lojas da América co Norte.
(3) O Príncipe Edwin conhecia e amava profundamente a Maçonaria, diz a tradição, mas não era evidentemente um trabalhador construtor. Se ele foi recebido maçom em Windsor, deve ter sido como maçom aceito. Teria sido ele o primeiro maçom aceito na história da Maçonaria?
(4) Ainda hoje a maioria dos grão-mestrados cumpre esse costume convocando uma assembléia anual seguida de banquete.
(5) Aston, S.C. A Worthy Kynge in England Callyd Athelstone, pg 59.
(6) Oliynik, Anatoli. O Rito de York. pg 102

Dan Brown fala sobre 'O Símbolo Perdido'

O novo livro do escritor Dan Brown, autor do best-seller O Codigo da Vinci, começou a ser vendido na última terça-feira em diversas partes do mundo.

O Símbolo Perdido narra a procura por uma pirâmide que pode desvendar um mistério. No centro da trama está o pouco conhecido mundo da Maçonaria.

Em entrevista à BBC Brasil, Dan Brown contou por que decidiu escrever sobre a maçonaria: "Sempre fui fascinado por poderes paralelos, sociedades secretas, esse tipo de coisa", disse o escritor.

"Eu cresci numa cidade, em New England, onde havia uma Loja Maçônica em cima do cinema, e não tenho nem ideia do que acontecia ali", acrescentou. "Então sempre fui interessado."

Quanto à possível polêmica que o livro pode causar, Brown diz que não sabe como o livro vai ser recebido.

"Não sou a pessoa certa para responder essa pergunta", afirma. "Não pensava que O Código Da Vinci causaria tanta polêmica."

"Não acho que a Maçonaria seja retratada como sinistra", avalia o autor. "Se o leitor vê a Maçonaria como sinistra no começo, espero que até o fim do livro já não ache o mesmo, e veja que os símbolos são esclarecidos para que as pessoas entendam melhor."

Para o maçom Joseph Criciata, a exposição que o livro trará não afetará a fraternidade. "A nossa era moderna começou em 1717, portanto, apesar de ser muito gentil, a Maçonaria por si mesmo continua a crescer e existir como como sempre foi", afirmou.

Na primeira tiragem de O Símbolo Perdido, foram impressas 6,5 milhões de cópias na língua inglesa, um dos maiores números da história. Dan Brown já planeja o próximo livro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Maçons consideram "boa diversão" novo livro de Dan Brown


O escritor Dan Brown pode ter provocado o ultraje do Vaticano com "O Código Da Vinci", mas seu novo livro, "O Símbolo Perdido", está sendo bem recebido pelos maçons, que são o tema da obra.

Lançado ontem em vários países, o romance de Brown traz de volta o fictício simbologista de Harvard Robert Langdon, afeito a decifrar enigmas.

Desta vez a história acontece ao longo de um período de 12 horas em Washington.

Enquanto a trama fictícia de "Código Da Vinci", envolvendo a Igreja Católica e uma conspiração, provocou ultraje entre alguns católicos e críticas do Vaticano, um alto representante da maçonaria na Austrália descreveu "O Símbolo Perdido" como trabalho de "um romancista tremendo."

"Estamos muito satisfeitos. Não há nada neste livro que vá ofender minha organização. Isto nos proporciona a oportunidade de nos abrirmos um pouco", disse Greg Levenston, grão-mestre da loja maçônica Unida de Nova Gales do Sul e do Território Australiano Capital dos Maçons.

Levenston disse que os maçons estão tão instigados que fundaram um clube do livro "e o primeiro livro que vamos rever é 'O Símbolo Perdido'. É um ótimo começo", disse ele.

O livro tem tiragem global em inglês de 6,5 milhões de exemplares, a maior da história da editora Random House, uma unidade do grupo de mídia alemão Bertelsmann AG.


No Brasil, o lançamento está previsto para 4 de dezembro.

A história da Maçonaria, uma organização fraterna, data aproximadamente do século 16. Existem cerca de 4 a 5 milhões de maçons em todo o mundo.

Com informações da Folha Online

AGENDA MAÇÔNICA - 16 de setembro de 2009

Hoje, quarta-feira, dia 16 de setembro, haverá sessão na Oficina do Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte-GOIERN, abaixo relacionada:

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.24 de Junho nº 01
Fundada em 24/06/1873
Rito Escocês AA
Horário: 20h00
Endereço: Rua 30 de Setembro, 273, Centro, Cx. Postal 97, CEP 59.610.060
Mossoró-RN
Fone: (84) 3321-4413

domingo, 13 de setembro de 2009

Leitura de Domingo

Teoria do Conhecimento Maçônico

Quando iniciado na Maçonaria, muitos são os sonhos de realização, educação e cultura que o neófito espera obter. Imagina-se que terá mestres que lhe ensinarão todos os meandros da Arte Real.

Depois de algum tempo, ele percebe que a ordem maçônica apenas fornece local físico, ferramentas e amigos para a caminhada que fará a sua maneira e por seus próprios meios. O estudante maçom anda só na estrada do desenvolvimento, porque lhe cabe descobrir, decorrente da própria vivência, por si e em si próprio, na devida oportunidade, as verdades tão sonhadas.

As descobertas intuídas pelo método maçônico de aprendizagem são diferentes para cada pessoa, dependendo de sua herança cultural, porque o método objetiva que cada um desenvolva suas próprias verdades, sem submetê-las a um molde.

Esta liberdade de auto-desenvolvimento tem conexão com a teoria do conhecimentoda antiguidade, na qual Heráclito afirmou que tudo no universo muda constantemente, tudo é dinâmico. O método de ensino maçônico transporta esta idéia para as verdades de cada um ao longo do tempo. Cada pessoa tem verdades próprias, que mudam constantemente, dependendo apenas do dinamismo de seu alicerce cultural.

Inicialmente, é bem estranha a forma como cada ferramenta de pedreiro é apresentada, pois sua utilização é universalmente conhecida na arte da construção civil. O processo de conhecimento maçônico processa informações, manipulando símbolos, baseado em regras ritualísticas. O que o neófito não dispõe, são as regras que lhe permite utilizar estes mesmos utensílios do pedreiro de forma simbólica, na construção do próprio homem.

Dentro da teoria do conhecimento maçônico estes símbolos são aplicáveis aos aspectos: moral, ético, social, das saúdes física, mental e espiritual, e no conjunto de cada um.

Platão afirmou que os homens comuns se detêm nos primeiros degraus do conhecimento e não ultrapassam o nível da opinião; matemáticos ascendem a um nível
intermediário, e só o filósofo tem acesso à ciência suprema.

Para isto, o filósofo usa um processo conhecido por dialética; passando de uma idéia para outra, sendo uma delas o complemento ou alicerce da outra. O filósofo é em essência o dialético.

A Maçonaria usa de suas lendas e símbolos para proporcionar ao estudante um método de progresso do pensamento filosófico; funciona também para obreiros, sem formação acadêmica alguma, poderem tratar processos dialéticos complicados e com isto se humanizarem. Estes exercícios dialéticos compõem a essência da formação do conhecimento maçônico.

O maçom é um filósofo diferente, porque seus processos cognitivos desenvolvem-se pela materialização da idéia na linguagem simbólica, no uso de símbolos e lendas, que são convertidos em pensamentos abstratos e complexos por métodos de associação e repetição. E isto faz a Maçonaria produzir seres humanos inteiros, equilibrados e destituídos da abordagem mecanicista que, ao fragmentar os processos, acaba por perder a visão do todo. O maçom é treinado para ser a um só tempo nos planos espiritual, psíquico, biológico, históricocultural, social, físico, e outros.

A fragmentação transmitida pela educação profana, usando de disciplinas, impossibilita ao homem aprender o que significa ser humano. É nisto que o método de ensino maçônico leva vantagem. A diversidade de idéias, pelo fato de cada um observar os processos a sua maneira, é a aplicação da teoria da complexidade, em semelhança com um universo vivo que evolui da desordem para a ordem em graus de complexidade crescentes.

Quando a Maçonaria migrou da arte de construir para a arte de pensar, no século XVIII, deu partida a um processo educacional que veio até o presente, revolucionando a sociedade em seu caminho por ações daqueles que foram treinados debaixo de sua filosofia. Desde então, e na maioria dos eventos históricos onde se pautou por Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a ordem maçônica agiu nos bastidores com esta educação do homem por inteiro e que move seus membros à ação.

O homem maçom torna-se mestre de si próprio ao longo de seu auto-desenvolvimento, e procura alcançar o ápice da perfeição com a tomada de atitudes. Sem discutir, o maçom age baseado na moral que desenvolveu ao longo de sua jornada maçônica, e esta ação está pautada no desejo de acertar e promover o bem para si e a coletividade.

Nestas ações, ele pode ser aviltado e até morto, porque não é sem perigo que um homem de ação atua. Entretanto, na maioria das ocasiões ele se beneficia com esta postura, caindo sobre sua pessoa o reconhecimento da sociedade que o rodeia, e principalmente incrementa sua própria satisfação, alegria e felicidade. Nisto, o maçom é semelhante a um planeta que órbita o Sol; ele reflete a luz emanada por intermédio da ação frente ao que ele considera certo. A educação do maçom o leva a conhecer o mal e também o modo de evitá-lo.

A máxima em toda a caminhada fundamentada na teoria do conhecimento maçônico é o auto-conhecimento, o “conhece-te a ti mesmo”, de Sócrates, e esta noção, como resultado de um trabalho solitário e autodidata é decorrente de profunda introspecção, de longa meditação.

O interessante é que tudo o que se aprende nos templos maçônicos é baseado em lendas fictícias, porém alicerçados em fatos históricos registrados. Assim como as ferramentas, as lendas são materializações de conceitos abstratos, dentro da linha e em direção de estados de complexidade cada vez maiores. Estas histórias sempre têm mensagens que impulsionam ao desenvolvimento Moral. E como não se usam computadores para educar o homem maçom, ocorre enriquecimento espiritual e aporte de diversidade cultural.

Já que nada pode ser feito para melhorar a sociedade se no fundo do cidadão não existir um cunho de homem espiritualmente desenvolvido e em harmonia com o princípio criador do universo designado como Grande Arquiteto do Universo, o homem maçom considera a si mesmo um templo do Incriado, e tudo fará para não conspurcar aquele lugar sagrado. É templo cujo limite é sua própria pele, cujos portões são sua boca, ouvidos e visão, tudo regido por sua capacidade cognitiva e emocional equilibrados pela sua espiritualidade.

O maçom desenvolve sua espiritualidade para avançar com apoio daquilo que considera a origem de tudo; sem uma elevada Fé ele se perderia nas sendas do mal, à semelhança do que acontece na sociedade humana, na qual o homem fera prevalece sobre o homem evoluído. E tudo é proporcionado por seu próprio esforço e pelos princípios desenvolvidos com a técnica de aprendizado maçônico. A criatura humana ao longo de sua vida deve se desenvolver de forma equilibrada em todas as suas dimensões, e o que acelera o processo de desenvolvimento é uma potencialidade latente em cada um: a capacidade de crescer em espiritualidade. E cada pessoa desenvolve seus próprios critérios e idéias de divindade; o que para alguns faz sentido e alimenta sua capacidade de evolução espiritual, para outros não faz sentido algum.

A epistemologia genética, formulada por Piaget, ocupa-se com a formação do significado do conhecimento e meios usados pela mente humana a sair de um nível de conhecimento inferior para outro superior, mais complexo. Segundo ele, a natureza dos saltos do conhecimento são históricas, psicológicas e biológicas. Ele explica que “a hipótese fundamental da epistemologia genética é a de que existe paralelismo entre o progresso completo e a organização racional e lógica do conhecimento e os correspondentes processos psicológicos formativos”.

Pode-se deduzir que o método maçônico de progresso do conhecimento usa o lastro genético que cada um tem, e de forma livre permite que cada um construa sua própria base sem espremer este dentro de um modelo.

Muitas das lendas contam histórias de personagens movidas à ação, o que lhes trouxeram bons e maus resultados. No fundo, o trabalho em mergulhar nos sentidos destas lendas é sempre o de estudar denodadamente para desenvolver o poder de, em conhecendo o mal, saber evitá-lo.

Estes estudos são movidos principalmente pela curiosidade, a mola propulsora do desenvolvimento intelectual. O desejo intenso de ver, ouvir, conhecer, experimentar alguma coisa geralmente nova, original, pouco conhecida ou da qual nada se conhece, faz vencer barreiras, escalar níveis de conhecimento superiores, em níveis de complexidade sempre maiores, contribuindo para fazê-lo possuidor dos segredos do mal, a fim de desviar-se com galhardia de sua ação corrosiva e destruidora. É apenas pelo estudo levado pela curiosidade salutar e edificante que o maçom obtém sucesso em subjugar a natureza e passa a desfrutá-la em sua plenitude.

Em contrapartida, o que também favorece o desenvolvimento pessoal é o controle da indiscrição. O maçom ouve mais e age mais do que fala. Pela curiosidade e longe da bisbilhotice que induz ao perigo, desenvolve a capacidade de manter segredos, a nunca falar de assuntos de outros ou repassá-los sem sua anuência.

A vida em sociedade impõe a necessidade de politização, desenvolvimento do exercício do poder em favor da coletividade. E sendo o humano um ser social por excelência, a sociedade não funcionaria de forma equilibrada sem o exercício do poder de forma eqüitativa e livre sem a política. Aí o desenvolvimento filosófico maçônico tem sua mola mestra ao impulsionar pessoas a pensarem e agirem mais.

Lideranças são forjadas no fogo da convivência em lojas. De nada adianta revelar os segredos maçônicos por meio de livros com objetivo meramente comercial se não se oferecer a oportunidade da pessoa viver a Maçonaria, e não possibilitar que a maçonaria penetre nela.

Pela política, o poder é concentrado de forma natural, pelo convencimento com argumentos da razão e pela formação de relacionamentos fortes. Platão detratava
o retórico e o considerava mentiroso, pois este usa o poder do convencimento para a adulação e adulteração do verdadeiro, e adicionalmente, o tinha como crédulo e instável. Segundo Platão, poetas e retóricos estão para o filósofo no mesmo nível em que está a realidade para as imitações da verdade.

Por ser uma coletividade diminuta, cada loja cobra imediatamente resultado da liderança. Não existe espaço para ações evasivas e dissimuladas como é comum observar-se na sociedade. Sentar no trono de Salomão, antes de ser privilégio que destaca e enaltece, é ato de fé, lição de humildade, exercício de real de política como ela deveria ser executada no mundo externo. O cidadão forjado nestas oficinas filosóficas vai certamente mudar e passa a praticar a política honesta, no exato sentido que Platão e Sócrates deram a tão nobre profissão.

O maçom não faz da filosofia a finalidade de sua própria vida, mas usa da filosofia maçônica para especializar sua capacidade cognitiva e emocional no exercício da Política. A Maçonaria é uma escola de política, pois com sua filosofia e sua organização desenvolve-se a verdadeira política. Foi Platão o primeiro a estabelecer a doutrina da anamnese, que é a lembrança de dentro de si mesmo das verdades que já existem a priori, em latência.

O conhecimento maçônico, alicerçado em suas simbologias e lendas, é um exercício permanente de anamnese. E fica tão fácil deduzir verdades complexas latentes que não há necessidade alguma de freqüentar escola superior, basta viver o dia-a-dia maçônico que estas verdades afloram naturalmente, como se sempre estivessem plantadas na mente e no coração a priori. É aí que nasce o verdadeiro homem politizado.

Este não busca um ganha-pão com este conhecimento, mas pela ação busca exercer a verdadeira atitude política, para tornar-se pedra polida dentro da sociedade ideal. Uma pedra cúbica que não rola ao sabor dos fluxos dos manipuladores como se fosse um seixo rolante de fundo de rio, por ter desenvolvida a capacidade de pensar, é um obstáculo para os políticos despóticos e desonestos.

O aspecto emocional deve ser alimentado com freqüentes distrações, para permitir à mente descansar e se refazer para novas investidas na arte de pensar. Durante os períodos de devaneio pode ser desenvolvido o ócio criativo; usar o tempo de folga para criar e desenvolver idéias ou coisas apenas para o deleite emocional, mas que também propiciem crescimento.

Russell propôs que o ócio poderia ser acessível a toda a população se modernos métodos de produção fossem aplicados, para ele, o trabalho, tal como o conhecemos, não é o real objetivo da vida. De Masi diz que a sociedade industrial permitiu que milhões de pessoas atuassem apenas com os corpos e não lhes deu liberdade de se expressarem com a mente.

O que se faz nos templos maçônicos é exatamente esta retomada da capacidade de pensar que o mundo pósindustrial impôs. Só que na Maçonaria ninguém é compelido só a pensar, mas também de sentir e interpretar toda a mensagem maçom dentro de seu nível de entendimento.

Interagem diversão, trabalho, sentimentos e misticismo. Mesmo após as sessões, nas ágapes festivas o processo de construção continua, é quando se discutem livremente todos e quaisquer temas da vida. As emoções fazem parte do homem, principalmente aquelas que disparam o gatilho da racionalidade. É em momentos de laser que a maioria das idéias são forjadas, haja vista que elas parecem já existir a priori e nos saltos para níveis superiores de conhecimento, para níveis de complexidade maiores, são então apenas “lembradas”.

Muitas vezes o pensador passa dias em profunda meditação para buscar solução a um problema de forma intensa e sem descanso; basta-lhe um momento de descontração, e o cérebro expele a solução para aquilo que jazia incógnito e insolúvel até então.

Outras vezes o pensamento é inédito, não existe registro de haver sido pensado anteriormente, na maioria das vezes ele é despertado em momentos de descontração por um símbolo, por uma estória ou lenda; de repente a idéia está ali, num estalo. A mola da teoria de conhecimento maçônico é seu paradigma da complexidade, a curiosidade salutar em avançar cada vez mais nos conhecimentos de trabalhar a Arte Real em benefício da humanidade, sempre com freqüentes intervalos de laser entre cada investida.

É devido a este conjunto harmônico da metodologia maçônica que ela tem sucesso em lapidar com um mínimo de esforço os seres humanos de uma pedra bruta e tosca em pedra polida e cúbica, onde cada um ocupa seu espaço na sociedade humana de forma esplendorosa nas colunas e paredes do grande templo da humanidade para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.

Notas:
1. Herança Cultural, respeitante ao conjunto de conhecimentos, informações, saberes adquiridos e que ilustram o indivíduo, segundo uma perspectiva evolutiva;


2. Dialética, em filosofia, método que investiga a natureza da verdade mediante a análise crítica de conceitos e hipóteses. Esse termo adquire relevância fundamental no pensamento de Platão, Aristóteles, Friedrich Hegel e Karl Marx;


3. Mecanicismo, em filosofia ocidental, termo que designa qualquer conceito segundo o qual o Universo é mecanicamente explicável. Nesse sentido, é equivalente
ao Materialismo. Também se usa a palavra mecanicismo como sinônimo de Naturalismo (filosófico). Devida a René Descartes. O método desdobra processos complexos em menores e mais simples de entender, para então tentar entender como funciona o conjunto. O problema é que, ao analisar o detalhe, na maioria das vezes o analista acaba perdendo a capacidade de observar o conjunto, de formar juízo do conjunto dos processos. Como exemplo seria analisar uma árvore como ser vivo.
O técnico formado por nossas instituições acadêmicas a dividiria em raízes, tronco, galhos e folhas. Depois passa a analisar suas raízes nos mais diversos aspectos, e ao formar conhecimento das raízes esquece de considerar os outros detalhes que a tornam um ser vivente inteiro, e mais, esquece que uma árvore é parte de um sistema ainda muito mais complexo de interação com o meio ambiente, sendo esta árvore local de abrigo de pássaros, de animais, de insetos, de fertilidade do solo e outros. Agora transfira isto quando for analisar uma criatura humana. O método da Maçonaria analisa o ser humano em todos os seus aspectos, da forma mais completa possível, sem desconsiderar nenhum detalhe. E isto só é possível com o uso de uma linguagem simbólica, onde cada um enxerga um objeto de uma forma diferente toda vez que olhar para ele na linha de tempo. Isto porque a aculturação é um processo dinâmico no tempo e as verdades sofrem mudanças na corrente do tempo e em função das mudanças que ocorrem na psique das pessoas, sejam elas explicitas ou subliminares;


4. Só emitimos nossa luz quando a recebemos de outra fonte. Pode-se refletir a luz do sol, da tocha, da vela, mas principalmente de nossas ações, quando estas estão em equilíbrio com a natureza e consigo mesmo. Como não somos vaga-lumes, necessitamos que a luz venha de fora para que a possamos refletir, assim acontece com a filosofia maçom, há necessidade que venha um estimulo externo para provocar a iluminação interna necessária à evolução como ser humano;


5. Conhecer o mal não significa praticá-lo. É decorrente da vontade do maçom de fazer frente ao mal com atitudes e ações que visem traduzir todo o mal em bem. Isto porque o homem maçom deve ser manso e calmo como a ovelha para fazer o bem, mas astuto e ardiloso como a cobra para escapar do mal;


6. Epistemologia, reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano, especialmente nas relações que se estabelecem entre o sujeito indagativo e o objeto inerte, as duas polaridades tradicionais do processo cognitivo; teoria do conhecimento. Estudo dos postulados, conclusões e métodos dos diferentes ramos do saber científico, ou das teorias e práticas em geral, avaliadas em sua validade cognitiva, ou descritas em suas trajetórias evolutivas, seus paradigmas estruturais ou suas relações com a sociedade e a história; teoria da ciência;


7. Anamnese, lembrança pouco precisa; reminiscência, recordação. Na filosofia platônica, rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica.

Biografias:
1. Bertrand Russell ou Bertrand Arthur William Russell, filósofo, matemático e sociólogo inglês. Também conhecido por Terceiro Conde Russell. Nasceu em Ravenscroft em 18 de maio de 1872. Faleceu em Perto de Penrhyndeudraeth, País de Gales, em 2 de fevereiro de 1970. É o mais representativo e influente pensador inglês do século XX;


2. Domenico de Masi, antropólogo, consultor, escritor, filósofo, professor e sociólogo italiano. Nasceu em Rotello, Província de Campobasso, Itália em 1 de fevereiro de 1938, com 70 anos de idade. Consultor de Administração;


3. Heráclito ou Heráclito de Éfeso, filósofo grego. Nasceu em Éfeso, Jônia em 540 a.C. Faleceu em Éfeso, Jônia, em 470 a.C. Afirmava que tudo era feito de fogo. Filósofo pré-socrático, recebeu o cognome de pai da dialética;


4. Piaget ou Jean Piaget, experimentador, filósofo, lógico, psicólogo e teorista suíço. Nasceu em Neuchâtel em 9 de agosto de 1896. Faleceu em Genebra, em 16 de setembro de 1980, com 84 anos de idade. Pesquisador e estudioso do desenvolvimento intelectual. Conhecido por seus trabalhos pioneiros sobre o desenvolvimento da inteligência infantil. Seus estudos tiveram grande impacto no campo da psicologia infantil e da educação, revolucionando os métodos de aprendizagem. Piaget observou que a criança cria, e recria, a realidade. Em seus trabalhos, distinguiu quatro etapas no desenvolvimento intelectual da criança: sensório-motor (até os 2 anos), pré-operacional (de 2 a 7 anos), operacional concreto (até os 12 anos) e operacional formal (até os 15 anos). Entre suas obras destacam-se: A linguagem e o pensamento na criança (1923) e Psicologia e Pedagogia (1970). Piaget é doutor honoris causa da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, título que recebeu quando visitou o Rio, então capital da República, em 1949;


5. Platão ou Platão de Atenas, filósofo grego. Também conhecido por Aristócles Platão de Atenas. Nasceu em Atenas em 428 a.C. Faleceu em Atenas, em 347 a.C. Considerado um dos mais importantes filósofos de todos os tempos;


6. Sócrates ou Sócrates de Atenas, filósofo grego. Nasceu em Atenas em 468 a.C. Faleceu, em 399 a.C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

56º Aniversário da Loja Padre Miguelinho


O 56º aniversário de fundação da Augusta e Benfeitora Loja Simbólica “Padre Miguelinho” Nº 03, estabelecida em Natal na Avenida Presidente Bandeira, 326 - Alecrim, foi comemorado na quinta-feira, 03, por ocasião do dia das Sessões.


Fundada em 07 de setembro de 1953, a Loja tem desempenhado importante papel na sociedade natalense, principalmente pelo trabalho filantrópico que presta ao longo de cinco décadas de existência.



Somente depois do surgimento dessa vibrante Loja no cenário maçônico potiguar, em 1953, foi que, realmente, o povo da Arte Real Agrupado, até então, no antigo "Triângulo Maçônico de Natal", constituído das valorosas co-irmãs, centenárias "21 de março" e cinqüentenárias "Filhos da Fé" e "Evolução 2ª.", enfim, despertou do longo sono em que viviam. Efetivamente, naqueles longínquos dias, as atividades maçônicas, internas e profanas, em Natal, por parte de suas Lojas, em termos de trabalho doutrinário, de instrução filosófica, ritualística e cultural e bem assim de realizações no campo social e material, eram quase nulas.




Ao ser fundada a Loja PADRE MIGUELINHO, em 1953, decorridos o período de quase meio século que em Natal não mais se fundara uma Loja Maçônica, apesar do estupendo crescimento da cidade, em todos os ângulos da atividade humana, notadamente depois da II Guerra.

Porém, como a Maçonaria não é estática, nem tampouco se submete indefinidamente ao erro, pôr ser esse comportamento avesso aos seculares princípios, eis que, em 1953, um grupo de ardorosos Irmãos, inconformados com aqueles estado de coisas, surgiu do próprio seio das Lojas do "Triângulo", sob a liderança segura e firme do saudoso Irmão HEGÉSIPO REIS DE OLIVEIRA, Grande Inspetor Geral da Ordem, de inestimáveis serviços prestados à Sublime Instituição em nossa terra, e decidiu, com inabalável firmeza, fundar a 4ª. Loja de Natal - (inicialmente chamada Loja do Alecrim) - tendo como local esse populoso bairro, o que realmente aconteceu, para gáudio dos seus fundadores, e honra e glória da Maçonaria norte-rio-grandense, precisamente a Sete de Setembro daquele ano, em Sessão Magna, realizada no Augusto Templo da Respeitável Loja EVOLUÇÃO 2ª, presidida pelo então Delegado do Gr.: Or.: do Brasil, o saudoso Profº. CLEMENTINO CÂMARA.



Rompidos estavam, assim, os grilhões que manietavam e impediam, há 47 longos anos, o desenvolvimento e a expansão material e social da Maçonaria no Rio Grande do Norte, particularmente em Natal. A partir daí o grupo "rebelde" (entenda-se a palavra no seu melhor sentido fraterno), partiu decididamente para a construção do seu futuro Templo, precisamente aquele que está edificado à Rua Presidente Bandeira, 326, à época Av. DOIS, bairro do Alecrim. O lançamento da sua pedra fundamental se verificou no dia 11 de dezembro de 1955, e a conclusão do edifício se deu no início de abril de 1963, e já a NOVE do mesmo mês, ali se realizava, sob um clima de inusitada alegria, a 1ª. Sessão Econômica da Loja.



A sua regularização ocorreu em data de 12 de dezembro de 1953, tendo o seu Registro no Gr .: Or.: do Brasil recebido o Nº. 103384, e já a 13 de junho de 1956 era elevada a Loja Capitular, tendo sido o seu primeiro ARTEZATA o ilustre Irmão SALATIEL DE VASCONCELOS DA SILVA.



A Loja Padre Miguelinho funcionou inicialmente no Rito Adonhiramita e, em 1973 passou a pertencer aos quadros do GOIERN, mudando para o R.:E.:A.:A.:.


Na abertura da solenidade, o Venerável Mestre, José Evaristo Medeiros Araújo, disse que “a maçonaria tem o poder de transformar pessoas boas em pessoas melhores, bem como aperfeiçoar a personalidade dos cidadãos”.



Presentes na festa, o Grão-Mestre, Antonio de Brito Dantas, o Grão-Mestre “Ad Vitam”, João Batista Coringa, o Presidente da Assembléia Legislativa Maçônica, Ivo Nicolau de Oliveira, o Presidente do Tribunal de Justiça Maçônico, Homero Lechner, além de várias autoridades maçônicas do GOIERN e de outras Potências. Presente também o ex-Venerável Mestre por quatro vezes, Irmão Edson Bezerra da Costa.



A Loja Emídio Fagundes, através do seu Venerável Mestre, Sebastião Cassi, e vários Obreiros vieram prestigiar a Padre Miguelinho.


Durante a solenidade, coube ao Irmão Sílvio Câmara de Oliveira proferir palestra sobre “O Padre Miguelinho”, que em poucas palavras resumiu a vida e obra deste Irmão que tanto fez pela Maçonaria e por este país.



A solenidade comemorativa aos 56 anos da Loja Padre Miguelinho terminou com um jantar oferecido aos mais de 200 Irmãos, cunhadas, sobrinhos, convidados e visitantes presentes a solenidade.

Confira as fotos:



Mês de agosto marca a Elevação e Exaltação de Irmãos Maçons

O Boletim do GOIERN, edição de agosto, informa que serão Elevados ao Grau de Companheiro Maçom, em 14 de setembro de 2009, os Irmãos Marcelo Gomes de Araújo Leal e Mário Honório de Medeiros, na Loja Frank Sherman Land, em Caicó.

No dia 31 de julho, foi Elevado o Irmão Pedro Lopes de Oliveira Filho, da Loja Clementino Câmara, em Natal.

Já no dia 11 de agosto de 2009, na Loja Vale do Apodi, em Apodi, foram Elevados os irmãos Mário Willis Moreira Marinho, Izauro Camilo de Oliveira Neto e Jorge Luis de oliveira Pinto.

No dia seguinte, houve a Elevação ao Grau de Companheiro Maçom, na Loja 24 de Junho, em Mossoró, os Irmãos Maçons Adriano Gentil de Lima e Thiago Queiroz de Melo.

EXALTAÇÕES - Foram Exaltados ao Grau de Mestre Maçom no dia 26 de agosto, os irmãos Alessandro Zeni dos Santos, Fabrício Dantas da Silva Espínola, Francisco Jacinto da Costa Sobrinho e Marcos Antônio Alves da Silva, todos da da Loja 24 de Junho, em Mossoró.

No dia 13 de agosto de 2009, houve a Exaltação de Huenes da Costa Dantas, na Loja União Jardinense, em Jardim do Seridó.

domingo, 6 de setembro de 2009

GOIERN recebe pedidos de iniciação em lojas de Natal e Mossoró

O Boletim de agosto do GOIERN - Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte – publicou pedido de iniciação na Maçonaria de vários candidatos.

São postulantes de Natal e Mossoró.

Qualquer observação sobre eles candidatos deverá ser informada à Loja envolvida, com cópia para o GOIERN.

Para candidatos de outras Obediências, a informação deverá ser feita diretamente à Grande Secretaria de Administração do GOIERN.

Os candidatos são os seguintes:

A:.R:.L:.S:.FRATERNIDADE DE PONTA NEGRA - NATAL
JOSÉ CARLOS MACHADO ROESSLER, assessor jurídico.

A:.R:.L:.S:.JOÃO DA ESCÓSSIA - MOSSORÓ
FRANCISCO FURTUOSO DE HOLANDA NETO, engenheiro mecânico.

A:.R:.L:.S:.BET-EL - MOSSORÓ
GILVAN LIRA PEREIRA, comerciário.

A:.R:.L:.S:.24 de JUNHO - MOSSORÓ
ÉRIKO CRUZ DE ARAÚJO, empresário; BRUNO ALEXANDRE MARTINS DE SÁ, estagiário; KAMILO AGOSTINHO LOPES DO REGO FERNANDES, cirurgião dentista; WELLINGTON DE CARVALHO COSTA FILHO, advogado

A:.R:.L:.S:.EMÍDIO FAGUNDES - NATAL
MAGNO TEIXEIRA DE SENA, professor.

A:.R:.L:.S:.HEGESIPPO REIS DE OLIVEIRA NATAL
FRANCISCO DE ASSIS BATISTA JÚNIOR, analista de sistemas; LUIS GUSTAVO ALVES SMITH, advogado; IGOR FREIRE DE OLIVEIRA MARTINS, servidor público; PAULO FREDERICO DAS VIRGENS DE OLIVEIRA, advogado; MARCELO ROCHA LOPES, funcionário público; RENATO DUARTE MELO, funcionário público e professor.

A:.R:.L:.S:.PADRE MIGUELINHO - NATAL
CARLOS ANDRÉ CORREIA LIMA MORENO, militar da PM; HÉLIO BEZERRA COSTA JÚNIOR, funcionário público; MANOEL CÍCERO COUTINHO JÚNIOR, auxiliar técnico; VANILDO CUNHA FAUSTO DE MEDEIROS, advogado.

A:.R:.L:.S:.7 DE JUNHO Nº 29 - NATAL
GERALDO JOSÉ DE FREITAS SANTOS, professor; FRANCISCO DE PAULA PINTO, advogado; IDÁLIO CAMPOS, procurador.

PARA INICIAÇÃO NA GLERN

A:.R:.L:.S:.CIDADE DO SOL Nº 25 - NATAL
WALDANI BARBOSA ALBANO, gerente administrativo.

A:.R:.L:.S:.LEAL INDEPENDÊNCIA - MACAIBA
ARLEY DA DAYVISSON LAURENÇO DE LIMA, bancário; LUIZ EUFRÁSIO FILHO, petroleiro; LUNARD DE CASTRO DOLABELLA, representante comercial; MARCELO DE SOUZA CAVALCANTE, servidor público; WALTOMAR FERREIRA SOUTO, empresário.

A:.R:.L:.S:.SETE DE SETEMBRO Nº 22 - NATAL
MANOEL FRANCISCO DA SILVA, servidor público.

PROPOSTA DE REGULARIZAÇÃO E FILIAÇÃO
A:.R:.L:.S:.Parnamirim Nº 09, encaminhou a Proposta de Regularização e Filiação do Irmão M:.M:.JOSÉ AURÉLIO DE OLIVEIRA RUIZ, técnico eletrônico, ex-Obreiro da A:.R:.L:.S:. Irmãos Fraternos Nº 11, jurisdicionada à GLERN.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Loja Padre Miguelinho completa 56 anos

Irmãos Ronaldo Gomes (Tesoureiro), Edward Sinedino (2º Vigilante),
José Evaristo (Venerável), Sílvio Câmara (1º Vigilante) e Rodrigo Falcones (Orador),
integram a Diretoria da Loja Maçônica Padre Miguelinho


Hoje é dia de Festa para a Maçonaria Potiguar, especialmente para o Grande Oriente Independente do Rio Grande do Norte-GOIERN: a Loja Maçônica Padre Miguelinho fará Sessão Magna Branca, comemorativa aos 56 anos de fundação da Oficina.

Solenidade começará às 20h00, na sede da Padre Miguelinho, situada à Rua Presidente Bandeira, 326, 1º Andar, Alecrim, Oriente de Natal.

A data de fundação da Loja Maçônica Padre Miguelinho é dia 7 setembro, mas a comemoração foi antecipada para hoje, quinta-feira, dia em que a Oficina se reúne regularmente.

A Diretoria da Loja, dirigida pelo Venerável Mestre José Evaristo de Medeiros Araújo, preparou uma grande festa para receber os Irmãos Maçons no seu salão de banquetes.

Delegações de várias Lojas Maçônicas estão sendo esperadas para a solenidade e, posteriormente, a confraternização.

Vida longa à Loja Padre Miguelinho!

Padre Miguelinho, um Potiguar idealista

Desenho com a representação do fuzilamento de Padre Miguelinho - A República


O padre Miguel de Almeida e Castro nasceu na cidade do Natal, no dia 17 de setembro de 1768, sendo seus pais o capitão Manoel Pinto de Castro, português, e D. Francisca Antonio Teixeira. Foi batizado em 3 de dezembro de 1768, na Matriz da Apresentação.

Aos 16 anos foi morar em Recife. Em 1784, entrou para Ordem Carmelita da Reforma, quando seu tronou frei Miguel de São Bonifácio, "Lembrança da avó materna que era Bonifácia", explicou Câmara Cascudo. Por essa razão, ficou conhecido como frei Miguelinho.

Acontece, entretanto, que indo para a Europa, em 1800, requereu do Papa Pio VII, a sua secularização. Ao voltar ao Brasil, já era padre, o que confundiu muita gente, fazendo com que o sacerdote potiguar continuasse sendo chamado de frei Miguelinho. Mas o certo é chamá-lo de padre Miguelinho, por ter conseguido sua secularização.

No ano de 1817 foi nomeado Mestre da Retórica do Seminário de Olinda. Em Recife, morou com sua irmã Clara de Castro. Idealista, participou da Revolução Pernambucana de 1817, sendo preso no dia 21 de maio de 1817. Na noite anterior, juntamente com Clara de Castro, ficou queimando os papéis que incriminavam todos aqueles que tinham participado do movimento.

Disse para sua irmã: "Mana, nada de choro. Está órfã. Tenho enchido os meus dias, logo me vêem buscar para a morte. Entrego-me à vontade de Deus e nele te dou um pai que não morre. Mas aproveitemos a noite e imita-me: ajuda-me a salvar a vida de milhares de desgraçados".

Preso, foi levado à Fortaleza das Cinco Pontas. Padre Miguelinho, juntamente com setenta e dois revolucionários, seguiu no brigue "Conosco" para Salvador.

Desembarcou na capital da Bahia no dia 10 de junho. Durante o seu julgamento, perante uma comissão, o conde dos Arcos tentou ajudá-lo, perguntando se ele tinha inimigo, ao que o padre respondeu: "não senhor, não são contrafeitas. As minhas firmas nesses papéis são todas autênticas. Por sinal, em uma delas falta o 'O' de Castro, ficou pela metade por acabar porque faltou papel".

Foi condenado por crime de lesa-majestade e fuzilado no dia 12 de junho de 1817.

Segundo Adauto da Câmara, "os restos mortais do Padre Miguelinho foram inumados no antigo cemitério do Campo da Pólvora, reservados aos escravos, aos pobres e aos que padecessem da morte violenta".

Em 1912, quando foi criado um grupo escolar no Alecrim, por iniciativa de Cândido Medeiros (que, segundo Nestor de Lima, era o "desdobramento de sua "escola dos pobres" de São Vicente de Paula") e por indicação de Nestor de Lima, o governador Alberto Maranhão deu à nova escola o nome do sacerdote norte-rio-grandense, Frei Miguelinho. Depois, bem mais tarde, quando o grupo se transformou em escola de primeiro e de segundo graus , passou a se chamar Instituto Padre Miguelinho, corrigindo o erro inicial.

Fonte: História do Rio Grande do Norte, Fascículo 6, Tribuna do Norte
http://tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_6c.htm

AGENDA MAÇÔNICA - 3 de setembro de 2009

O Blog do GOIERN informa a programação de Sessões Maçônicas desta quinta-feira, dia 3 de setembro de 2009, nas Oficinas do Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte:

Aug:.Benf:.Loj:.Simb:.Padre Miguelinho nº 03
Fundada em 07/09/1953
Rito Escocês AA - Sessões às 20h00
Endereço: Rua Presidente Bandeira, 326 - 1º Andar - Alecrim
CEP 59.040-200, Natal-RN
Fone: (084) 3223-4931

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Emídio Fagundes nº 06
Fundada em 13/05/1958
Rito Escocês AA - Sessões às 20h00
Endereço: Rua Antonio Basílio, 3503 - Lagoa Nova.
CEP 59.040-200, Natal-RN
Fone: (084) 3221-5857

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Fraternidade Assuense nº 11
Fundada em 24/06/1967
Rito Escocês AA - Sessões às 20h00
Endereço: Rua Professor Luiz Antonio, 595 - Centro.
CEP 59.650-000 , Assú-RN
Fones: (084) 3331-2395, 3331-2248 e 3331-3741

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.13 de Setembro nº 13
Fundada em 27/02/1976
Rito Escocês AA - Sessões às 20h00
Endereço: Rua Carloto Távora, 1117 - Centro - Cx. Postal 12
CEP 59.900-000, Pau dos Ferros-RN
Fone: (084) 3351-2732

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.União Jardinense nº 14
Fundada em 18/10/1974
Rito Escocês AA - Sessões às 20h00
Endereço: Rua Dr. Ruy Mariz, 202 - Centro
CEP 59.343-000, Jardim do Seridó-RN
Fone: (084) 3472-2295